domingo, 3 de agosto de 2014

Evoluir na Pesca

Evoluir na pesca… será assim que irei intitular o relato da última pescaria e foi o nome escolhido porque o grupo de pesca está aumentar com alguns iniciantes no spinning e encaro esta jornada como mais um passo que estes pescadores estão a ter.

Eu quando comecei a pescar, pescava ao fundo, eu assim como muitos dos pescadores que se inicia, o que querem é apanhar peixe e levar peixe para casa, mostrando alguma masculinidade e orgulho em chegar a casa e dizer “fui a pesca e trouxe peixe para comer”, isto independentemente do tamanho do peixe. O tempo vai passando e os objectivos vão sendo alargados então passamos a lutar por aumentar o nosso record, os meus sargos de 10cm vão aumentando para 15, 20cm depois passam para 500gr, 1kg e por ai fora, assim vamos evoluindo. Com este evoluir passamos a libertar o peixe abaixo da medida mas com o tempo também deixamos de querer saber do peixe que não tenha pelo menos 250gr, e em muitas pescarias inclusive deixamos de querer saber de peixes maiores. É um evoluir sustentado e equilibrado psicologicamente em que fazemos sempre tudo de boa vontade e sem pressões.

Eu no meu casso depois passei da pesca ao fundo para o spinning e com isto voltamos a estaca zero, ou seja começamos primeiro por queres apanhar algum peixe, o meu primeiro peixe apanhado foi um agulha, na altura só não o levei para casa porque já sabia que não gostava de comer agulhas, mas se o tivesse de trazer tinha-o feito de boa vontade, pois afinal foi o meu primeiro peixe ao spinning.  Passados uns penosos 6 meses de começar no spinning, saquei o meu primeiro robalo que tinha 1,5kg mas passado poucos dias fiz uma pescaria em que limpei uns 10 robalos e alguns abaixo da medida, o relato está no blog aqui. http://kaywox.blogspot.pt/2010/08/8-ou-80.html. Apesar de na foto ter possivelmente alguns robalos sem medida, recordo-me que alguns não pousaram na foto devido ao seu tamanho reduzido.

Com o evoluir da minha pescaria e com o passar do tempo lá libertei o meu primeiro peixe abaixo da medida, depois passei a libertar peixe acima da medida hoje em dia não levo nenhum peixe abaixo 1 a 1.3kg, não o levo porque simplesmente não me apetece, porque no dia que o quiser fazer faço-o de consciência tranquila e sem cometer nenhuma ilegalidade.

Hoje em dia liberto muito peixe dito grande, casos de eu libertar robalos perto dos 2kg ou corvinas de 5kg são conhecidos por alguns e que não se tornaram públicos por ser a noite e não me permitir fazer filmagens, mas ainda tenho alguma dificuldade em por vezes apanhar uns 3 robalos acima de 3kg em poucos minutos e passar a libertar os restantes cabeçudos, a adrenalina fala muito alto e apesar de saber que a partir dai estou a ser um fora da lei, por vezes, no calor da noite e com a envolvência do grupo simplesmente não consigo parar. No entanto nessas alturas muitas vezes ao fim de 2 peixes sento-me uns 10 min na areia a apreciar os meus colegas e ajudando-os por vezes a suspirar pela grande pescaria até ao momento e a tirar algumas fotos do resultado até ao momento, mas em alguns casos volto a pescar e os gajos ainda lá estão. O dia de eu tirar um ou dois robalos grandes e libertar todos os restantes vai chegar numa evoluir sustentado e psicologamente equilibrado. Fiquem também descansados que também nunca fiz nenhuma pescaria acima de 16kg, partindo do princípio que retiro o maior exemplar, não transgredi muito… mas transgredi. Não me sinto mal com a minha pesca e não me sinto com vergonha em falar disto publicamente. Porque um blog deve ser o espelho de uma realidade e não deve ser uma capa do que é bonito e fica bem. Os bons exemplos são dados na praia aos que me acompanha e não tenho necessidade de me afirmar num blog.

Tanto paleio para relatar um dia de pesca muito bom a nível de convívio onde alguns conseguiram tirar uns peixes, 2 exemplares estariam abaixo da medida, os pescadores em causa ainda lançaram para o ar a pergunta se estaria ou não com a medida… a minha resposta para esses pescadores foi a mesma, “faz o que entenderes”. Só respondi assim porque qualquer um deles ainda não tem 5 pescarias feitas e garantidamente seriam uns dos primeiros robalos que eles tiravam ao spinning, apesar de ser uma má resposta que eu dei, bastava olhar para a cara deles e a felicidade durante a luta para se entender que não se arranca nenhum caramelo da boca de uma criança e também não sou eu que tenho que decidir pela cabeça deles. Honestamente fiquei muito contente pelas capturas que eles conseguiram. Qualquer um daqueles pescadores tem claramente o espírito do spinning e sei que rapidamente vão evoluir de uma forma sustentada como bons pescadores, só necessitando de tempo para lá chegar.

Ficam as fotos dos robalos que saíram. Como curiosidade saíram todos com o mesmo modelo de amostra e apesar de ser por pescadores diferentes saíram sempre nas mesmas 2 cores.

 

 

 


No total saíram 7 peixes, o Paraquedista ainda limpou um robalo com 1.200gr bem bom para um segundo peixe (raio do gajo que mal sabe o que é gradar….)



Eu gradei e nem um toque consegui sentir com a cana, mas fiquei muito feliz com o dia de pesca e só me resta agradecer ao pessoal pela companhia e dar os parabéns aos verdinhos que se estão a iniciar ao spinning e que tiveram alguns exemplares.

1 abraço


quinta-feira, 31 de julho de 2014

Tide Minnow Slim 175 - Palhetas [ Teflon VS Acrilico ]


Algumas pessoas me têm questionado ultimamente sobre versão das TMS175 de palheta de teflon, pelo que decidi criar um artigo referente a estas palhetas, onde não posso deixar de referir a historia da TMS175.

A Tide Minnow Slim 175 deve ser um dos melhores Jerkbaits Long Cast existentes no mercado na actualidade, penso que foi a primeira marca a criar uma amostra long Cast com mais de 160mm de comprimento, no entanto esta amostra foi criada para ser utilizada de barco, de forma a se atingir pesqueiros mais distantes, evitando uma aproximação da embarcação ao hot spot  e minimizando desta forma que o peixe se afastasse com o barulho.

Esta amostra teve tanto sucesso que rapidamente foi utilizada pelos pescadores de costa, onde ganhou o grande estatuto que tem.

No entanto a sua palheta não foi projectada para ser utilizada em pesqueiros rasos de pedra, mas devido a sua real efectividade que esta amostra tem, tornou-se para muitos pescadores obrigatório o uso dela nestas condições. O que acontece é que com alguns impactos nas pedras a sua palheta parte, ficando a amostra inutilizada.

Dos países onde esta amostra é utilizada nestas condições destacaram-se Italia, França, Espanha e Portugal, países onde começaram a aparecer os primeiros comentários da fragilidade da palheta da TMS175.

Em finais de 2012 o importador da DUO para a Europa mandou produzir uma série de cores da TMS175 com palhetas de teflon para serem comercializadas em Espanha e Portugal. Estas palhetas não afectavam o seu lançamento nem o seu desempenho e eram construídas num material mais flexível o que permitia que a amostra pudesse embater repetidamente nas rochas sem partir a palheta. No entanto rapidamente notou-se que estas palhetas (teflon) sofriam de um rápido desgaste o que fazia com que deixassem de trabalhar correctamente.


As amostras de palheta de teflon distinguem-se rapidamente das palhetas acrílicas, isto porque as palhetas de teflon são brancas e as acrílicas são transparentes.


Apesar de muitos me colocarem a questão de qual a palheta a escolher para ser utilizada em pesqueiros de pedra, eu não consigo responder, isto porque depende da perspectiva de cada pescador. Por um lado as palhetas de teflon aguentam muitos mais impactos do que as palhetas acrílicas, mas desgastam, por outro lado as palhetas de acrílico não desgastam, mas em embates mais duros podem partir, no meio disto não nos podemos esquecer de que quem pesca em pesqueiros de fundos rasos de pedra, perde muitas amostras devido ao ficarem presas pelas fateixas. E é nesse ponto que as pessoas devem pensar, será que o pescador perde mais amostras do que aquelas que lhe chegam com a palheta partida!? Quantos lançamentos em locais muito complicados se conseguem fazer sem perder a amostra!? É que se perde uma amostra por pescaria se calhar é preferível optar pelas palhetas de teflon que essa amostra dificilmente irá sofrer o mal do desgaste porque entretanto fica presa nas rochas.


Se perderem muitas amostras talvez será preferível utilizar as TMS175 com anzóis simples ou mesmo duplos mas virados para cima. Como se calhar será preferível utilizar esta amostra de forma mais cuidadosa.

No meio de tudo isto, podem-me perguntar, mas afinal o que é que eu faço!?, eu regra geral uso palhetas acrílicas, isto porque pesco mais em praias do que em pesqueiros de pedra, no entanto tenho algumas cores com palhetas de teflon para estas situações, algumas delas estão equipadas com anzóis simples Decoy JS1 tamanho 3/0 ou 4/0, no entanto nestes pesqueiros uso-as de forma precavida e mesmo assim foram muito poucas as que consegui safar com a palheta gasta, isto porque entretanto ficaram presas, mas mesmo assim continuo a optar pelas palhetas de teflon quando vou a pesqueiros muito complicados.

De parte da DUO estão a analisar todos os pros e contras para a resolução deste problema, mas ainda está em fase de análise.


1 abraço

quarta-feira, 30 de julho de 2014

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Cana Nova Tenryu Ventury 330




Esta é a minha nova cana de Shore jigging e Spinning mais pesado, antes de a adquirir chamou-me a atenção o facto de ter sido uma cana desenhada especificamente para a costa portuguesa pela Ultimate Fishing para ser utilizada com amostras grandes, em pescas a partir de pequenas falésias e/ou mares mais agitados. A Ventury 330 é uma cana algo popular no Reino Unido usada em ocasiões onde é necessário amostras rígidas grandes, zagaias, casting jigs maiores ou vinis mais pesados. Também é utilizada por muitos pescadores para fazerem uma alteração entre uma pesca com artificiais e uma pesca com isco vivo conforme as necessidades pontuais sem terem que trocar de cana.


O que procurava era mesmo uma cana maior do que os 3 metros que me possibilitasse a utilização de amostras mais pesadas para alguns pesqueiros mais complicados e distantes e que me permitisse controlar melhor o peixe em pesqueiros de pedra. Umas das coisas que me chamava mais a atenção nesta cana é ter um CW de 10-90, o que é uma acção que engloba 95% das possíveis amostras a utilizar, seja de verão como de inverno.

Ligação dos 2 elementos feita por espigão


Até a data só tive hipóteses de a testar no passado sábado durante a noite, o que já deu para sentir a a qualidade e robustez de uma cana deste calibre, pena não ter apanhado pelo menos um peixinho, mas sei que oportunidades não hão-de faltar.


A minha primeira impressão com esta cana foi muito boa, totalmente o oposto das canas que geralmente uso, esta é uma cana mais rígida com uma acção de ponta bem demarcada e com sensibilidade suficiente para trabalhar e sentir amostras de 13gr que foi o mínimo que utilizei, mas com um blank forte o suficiente para lançar umas zagaias de 80gr, que também foi o máximo que utilizei, claro que de noite é mais complicado de testar e ver a cana pelo que aguardo pelo sábado para fazer uma tardada de pesca e por par a par a Tenryu Ventury 330 com a Tenryu Shore Dragon 350, ai sim terei termo comparativo destas 2 canas e as poderei testar em limites e de dia com um grande amigo meu.


 Porta Carretos Fuji

Não posso deixar de me lembrar que estando eu habituado a pescar com canas que pesam 190gr a ventury 330 com as suas 311gr tornou-se algo pesada mas rapidamente me habituei a ela e estando eu a pescar com amostras mais pesadas o seu peso rapidamente se diluiu em torno do tipo de pesca que estava a fazer.

    


Esta cana vem equipada com 11 passadores Fuji KR Anti enleio da qual posso deixar um pequeno vídeo da Fuji sobre estes passadores.



Ponteira Fuji


     
Passadores Fuji KR

A ventury 330 vem em baixo com uma aplicação em borracha que permite efectuar alguns apoios com a cana no chão sem esmurrar.


Como pontos negativos que encontro até ao momento é o fato de eu não conseguir entender como uma cana deste género vem sem um pequeno acessório para pendurar uma amostra, tendo o pescador como opções de a pendurar no último passador ou de ter que comprar um acessório para o efeito.


O saco de transporte desta cana é de tecido, até parece que o dinheiro que se paga por esta cana não dá margem para um saco semi rígido para lhe conferir alguma segurança no transporte, quanto a isto acabei por comprar 2 sacos que pessoalmente me agradaram, os 2 da Yuki um semi rígido para transportar no carro de casa até aos pesqueiro e um em tubo rígido para ser transportada em eventuais viagens de férias ou mesmo em transportes onde tenha necessidade de dar mais segurança a cana. Seguem as fotos dos ditos sacos.

   
Saco Yuki Semirigido de transporte 

    
Saco Yuki Rigido de transporte

Só me fata aguardar até ao próximo sábado para testar melhor a nova cana



1 abraço



Link Million Bait, Online Tackle


Tenryu Ventury 330: https://www.millionbait.com/